“Será que deveríamos procurar na infância os traços
iniciais da atividade imaginativa?”
– pergunta ele, comparando a atividade do poeta com o brincar e o jogar,
ocupações favoritas da criança que ela leva muito a sério e nas quais despende muita emoção, levando-a a criar
um mundo próprio e a modificar o seu da forma que mais lhe agradar. E distinguindo
este mundo de brinquedo do mundo da realidade. Somente estes apoios fornecidos
por brinquedos palpáveis é que diferenciam o jogo da criança do devaneio, ou
sonhar acordado, ou fantasiar do adulto.
Diz Freud:
“Quem avança na idade deixa de brincar, renuncia
aparentemente ao prazer que sentia no jogo (infantil). Mas não existe coisa
mais difícil para o homem do que renunciar a um prazer já experimentado A bem
dizer, não sabemos renunciar a nada, só sabemos trocar uma coisa pela outra; onde parece que há renúncia, de fato há apenas
formação substitutiva... Em vez de jogar ele se compraz daí por diante em
imaginar, fantasiar. Constrói castelos na Espanha, entrega-se ao que
chamamos devaneios....daí a hipótese segundo a qual a obra literária, assim
como o sonho diurno, seria uma continuação e um substituto do jogo infantil de outrora”.
A fantasia evocada através do devaneio tem origem e
significações eróticas, pois os sonhos, obras de ficção, jogos e fantasias
constituem a realização disfarçada de um desejo recalcado e todo desejo
inconsciente “tende a realizar-se restabelecendo, de acordo com as leis do
processo primário, os signos ligados às primeiras experiências de satisfação”, o
que nos remete às relações erotizadas do bebê com a mãe através do seu corpo.
Jogar é re-jogar jogos esquecidos e proibidos, é repetir e disfarçar prazeres
perdidos. E por ser em parte um jogo, a literatura nos proporciona intenso
prazer.
O texto é forma mas também é carne. Ouçamos Rilke
em Cartas a um jovem poeta: “A criação intelectual, com efeito, provém da
criação carnal. É da mesma essência; é apenas uma repetição mais silenciosa,
enlevada e eterna da volúpia do corpo”.
Aproprio-me das palavras de Clarice Lispector: “Mas
estou tentando escrever-te com o corpo todo, enviando uma seta que se finca no
ponto terno e nevrálgico da palavra. Meu corpo incógnito te diz: dinossauros,
ictossauros e pleiossauros, com sentido apenas auditivo, sem que por isso se
tornem palha seca, e sim úmida... Ouve-me então com teu corpo inteiro.”
Digo agora
palavras de Barthes: “O prazer do texto é
esse momento em que meu corpo vai seguir suas próprias
ideias – pois meu corpo não tem as mesmas
ideias que eu.” Para ele, o texto tem uma forma humana, é uma
figura, um anagrama do corpo, mas de nosso corpo erótico, pulsional. O prazer
do texto seria irredutível ao seu funcionamento gramatical assim como o prazer
do corpo é irredutível à necessidade fisiológica. O objeto de prazer do
escritor não é a linguagem, mas sim a língua, a língua materna. O escritor é
alguém que brinca com o corpo da mãe, para o
embelezar, o glorificar
ou o despedaçar, levar ao limite daquilo que do corpo pode ser
reconhecido.
Nesta escuta de corpos, a
voz que se insinua num sentido apenas auditivo, numa carícia sussurrante de
mãe, essa voz se faz letra, se faz traço, se inscreve no corpo pulsional, a
partir deste gesto materno inaugural do desejo. Talvez aí esteja o poder de fascinação
da infância e que faz com que as lembranças da primeira idade permaneçam com um quê
de fascínio e encantamento.
É preciso se perder para
escrever, mergulhar no inexprimível, destituir-se do saber aprendido,
despojar-se e entregar-se a uma intimidade corporal com o texto, para num outro
momento distanciar-se dele. Marguerite Duras
revela, em seu livro Escrever: “A partir do momento em que se está perdido e
que não se tem mais o que escrever, é aí que se escreve... Isso torna a escrita
selvagem. Vai-se ao encontro de uma selvageria anterior à vida”. É a partir
do nada, do silêncio de uma irrupção do impossível, que o poema se constrói, o
texto diz o que não sabe, num jorro de palavras desconexas explodindo em sua
corporeidade significante, implodindo sentidos, a palavra -coisa, palavra
imagem, palavra ícone que se faz verbo.
Fazer arte
é dar forma ao impossível de ser dito. Onde não existem palavras, o poema eclode
do silêncio e da solidão essencial, apontando para o branco da folha que se
exibe em sua nudez, em sua mudez, convidando a escrever. Escrever se faz uma
necessidade. Capturar no texto, no espaço formal da palavra, o inapreensível
que mobiliza a escritura, como um escriba que risca no papel a sua pena, letra
por letra, como o poeta que sulca com a palavra a casca da arvore, a solidão
das coisas, a pedra da gruta, o traço no barro, a argila que contorna o oco do
vaso, o estilete que fere e imprime nas coisas mesmas
o estilo.
Lacan
confere à literatura a tarefa de acomodação dos restos, por mais que os signos
busquem a plenitude da vida, eles apenas a capturam nos restos, no objeto de amor
perdido para sempre. Recorro novamente a Rilke: “As coisas estão longe de
ser todas tão tangíveis e dizíveis quanto se nos pretenderia fazer crer; a
maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que
nenhuma palavra nunca pisou” (p.25) .Se a literatura é um jogo, é um jogo elaborado, sério, laborioso e complexo, onde o escritor usa de sua inteligência, sua cultura e seu talento para criar o seu texto. Mas ao mesmo tempo em que consegue grande domínio sobre as palavras, mantém contato com a passividade em que a palavra, não sendo mais que aparência e sombra da palavra, mantém-se inapreensível em seu fascínio. Escrever é entregar-se ao interminável, e o escritor, pela sua mediação silenciosa, capta o murmúrio gigante em que a linguagem, ao abri-se, torna-se imagem, torna-se plenitude vazia. E através deste silêncio que se origina no apagamento ao qual o autor é convidado, ele mesmo é capturado e torna-se instrumento de uma fala que é e não é mais sua.
Para ser reconhecido, o escritor precisa de um coeficiente de marginalidade proporcional àquele que a maioria dos leitores concede à sua própria infância, tempo em que construía sua realidade com desejos, tempo dos tapetes voadores e varinhas de condão, dos super-heróis, em suma, o tempo da magia, da onipotência dos pensamentos e do encantamento. Em sintonia com o princípio da realidade, o adulto civilizado conhece dois locais onde a liberdade do nonsense ainda sopra: o humor e a arte.
E falando em encantamento, lembrei-me de um poema
de Manoel de Barros:
A ciência pode classificar e nomear os órgãos de um
sabiá
mas não pode medir os seus encantos
A ciência não pode calcular quantos cavalos
de força
existem
nos encantos de um sabiá.
Quem acumula muita informação perde o
condão de
adivinhar: divinare.
Os
sabiás divinam.
Retomando O Poeta e o fantasiar, recito
Freud:
“A relação entre a fantasia e o tempo... é como se
ela flutuasse em três
tempos...
O trabalho psíquico vincula-se a uma impressão atual, a alguma ocasião
motivadora no presente que foi capaz de despertar um desejo. Dali retrocede a
lembrança de uma experiência anterior, geralmente da infância, na qual este
desejo foi realizado criando uma situação referente ao futuro que apresenta a
realização do desejo... Dessa forma, o passado, o presente e o futuro são
entrelaçados pelo fio do desejo que os une... (ou)... Uma poderosa experiência no
presente desperta no poeta uma lembrança de uma experiência anterior, da qual
se origina um desejo que encontra realização na obra criativa”.
O tempo só pode ser resgatado, só pode ser
apreendido nos seus traços de memória. Resgatar estes traços num instante
fugidio de um presente que sempre se esvai a caminho do futuro. Ali, onde o
passado se quer presente e o presente é sempre passado, onde o futuro se
determina como algo que será lembrado, ali, neste absurdo lugar de um tempo
sempre presente e que se esvai, de instantes infinitesimais que se sucedem,
somos. Mynemósine, a deusa da poesia e da memória, entrega Eros aos braços de Thanatos. Ela é aquela que canta tudo o que foi, é, e será, aquilo
que se constrói em direção ao futuro, esta íntima relação entre memória e
futuro, que permite aos poetas a capacidade da vidência.. Ali, no absurdo lugar
de um tempo sem tempo do desejo inconsciente, tempo que se esvai e desemboca
nesta “perda de tempo” onde, na escrita, o presente sempre escapa e só ressurge
como passado representado. Esta tentativa impossível de captura do tempo na
narrativa observamos em Água Viva, de Clarice Lispector:
“Eu te
digo: estou tentando captar a quarta dimensão do instante-já que de tão fugidio
não é mais porque tornou-se um novo instante-já que também não é mais. Cada
coisa tem seu instante em que ela é. Quero apossar-me do é da coisa”.
Retomo o texto de Freud:
“Mas quando é um poeta... que nos conta o que julgamos ser os seus próprios
devaneios, sentimos um grande prazer provavelmente originário da confluência de
muitas fontes... Como ele chega a este resultado? A verdadeira ars poetica... atenua
o que o sonho diurno tem de egocêntrico, transformando-o e dissimulando-o, e
nos seduz por um benefício de prazer puramente formal, estético... com o qual
nos gratifica pela maneira como apresenta suas fantasias... chamamos prêmio de
estímulo ou prazer preliminar, semelhante benefício de prazer que nos é
oferecido a fim de permitir a liberação de um prazer superior que emana de
camadas psíquicas muito mais profundas...Todo prazer estético que o poeta nos
proporciona é da mesma natureza desse prazer preliminar e o verdadeiro prazer
diante da obra literária resulta de nossa psique. Através dela, acha-se
aliviada de certas tensões. Talvez o próprio fato de que o poeta nos permita
fruir, daqui por diante de nossas próprias fantasias,sem escrúpulos nem
vergonha, contribua em grande parte para este resultado”.
É como se adivinhando no outro o
reconhecimento de uma fantasia vergonhosa, nos autorizasse a fruir dela por
nossa própria conta, sem remorso. Apresentada mais bela aqui, este é o papel da
forma, da bela forma, do estético, com a qual estabelecemos uma conivência
secreta entre o olhar e o quadro, com as cores e os objetos, num jogo de sombra
e de luz. Quanto ao texto, são os ritmos, a respiração, o fôlego, o uso
inabitual de um vocábulo, a surpresa, a imagem imprevista, a retomada de sons,
um símbolo, a palavra- coisa, a palavra icônica. O essencial é que a corrente
passe: o afeto, sermos afetados.
Para
Antonin Artaud, o poema só terá existência se passar para o registro da voz, ditando
um ritmo e inflexões. Trabalhar a escuta, escrever falando, colocar o poema em
ato, brincar com os sons, perturbar a orelha. Ao lado do sentido ordinário das palavras, é
preciso despertar o seu sentido encantatório, fazer agir o seu charme, fugindo
do lugar comum.
Em relação
ao prazer do texto, o fato de o escritor escrever com prazer uma história, ou
uma frase, não assegura o prazer do leitor. É necessário que o autor procure o
leitor sem saber onde ele está, criando-se um espaço de fruição: a possibilidade
de uma dialética do desejo, de uma imprevisão do gozo, que os dados não estejam
lançados, que haja um jogo. Não há ribalta na cena do texto: autor e leitor se
encontram nesta fenda da fruição. Como escreveu Ângelus Silésius: “O olho
por onde eu vejo Deus é o mesmo olho por onde ele me vê”[1].
A obra de arte tem como efeito provocar a suspensão
do sentido habitual dos objetos e fenômenos, a uma singularização das
diferenças onde o sempre-visto é transformado em olhado pela primeira vez,
gerando um efeito de estranhamento, aquilo que Freud chamou de Unheimliche,
um estranhamento familiar, ou estranheza inquietante que mostra que nada parece
mais estranho em nós do que aquilo que nos é mais íntimo. Todo anjo é
terrível, diz Rilke em Elegias do Duíno. Este desconserto ante o
Belo que encobre o Horrível é o umbral angustiante de uma conjunção Eros-Thanatos, remetendo o sujeito a uma
ambivalência pulsional originária, ao desamparo, a algo da ordem de uma
indizível angústia, ao ponto em que o Belo, segundo Lacan, nos indica a relação
da morte com sua resplandecência. O Belo, que
sustenta o imaginário e ao mesmo tempo o faz falhar. O Belo enquanto efeito
produtor de olhares- surpresa, operadores da possibilidade do sujeito vir a
criar. O Belo enquanto esplendor da colisão Eros-Thanatos,
como um brilho que reflete a evidência de uma fronteira
estranha: a morte invadindo a vida e a vida invadindo a morte.
Ouçamos algo do prefácio escrito por Nei Duclós
em Cartas a um jovem poeta: “A criação literária para Rilke é uma
experiência assustadora: algo terrível permanece sempre oculto e o escritor
precisa saber que há um núcleo impermeável às palavras. Transformado, pela
vocação, em aprendiz de feiticeiro, o autor submete-se à escassez da
revelação – como o relâmpago cruzando o céu de um anjo. Este pequeno vislumbre
– o Belo, a arte verdadeira – só pode ser percebido na coragem da solidão..
Penetrar nesse
território sagrado é buscar o humano desprovido de disfarces. Rilke escreve o
roteiro desta dolorosa passagem em direção à essência. O ato de arrancar a
fantasia cotidiana grudada à carne não significa apenas recolher-se à solidão
seminal da criação. Mas, especialmente, desistir da moeda mais cobiçada, o
reconhecimento, cruzar o pior dos umbrais – a indiferença – e encontrar o mais
amedrontador dos mundos, povoado pela necessidade absoluta”.
Tendo sido colocadas estas considerações sobre O
Poeta e o fantasiar, partimos para pesquisar outras respostas à
pergunta inicial de Freud: “De que fontes, este estranho ser, o poeta,
retira o seu material e como consegue impressionar-nos e despertar-nos emoções
das quais sequer nos julgávamos capazes?”
Perguntemos a Rilke em suas reflexões ao jovem
aprendiz de literatura, senhor Kappus:
“Não há senão um caminho. Procure entrar em si
mesmo. Investigue o motivo que o leva a escrever; examine se estende suas
raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo:
morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo
na hora mais tranquila
de sua noite: Sou forçado a escrever? Escave dentro de si uma resposta profunda.
Se for afirmativa, se puder contestar aquela pergunta severa por um forte e
simples ‘sou’, então construa sua vida de acordo com essa necessidade”.
“Uma obra
de arte é boa quando nasceu por necessidade”.
“Para
o criador, com efeito, não há pobreza nem lugar mesquinho e indiferente. Mesmo
que se encontrasse numa prisão, cujas paredes impedissem todos os ruídos do
mundo de chegar aos seus ouvidos, não lhe ficaria sempre a sua infância, esta
esplêndida e régia riqueza, esse tesouro de recordações?”.
“Tudo está em levar a termo e, depois, dar à luz.
Deixar amadurecer inteiramente,
no âmago de si, do inacessível a seu próprio intelecto, cada impressão e
cada germe de sentimento, e aguardar com profunda humildade e paciência a hora
do parto, de uma nova claridade: só isso é viver artisticamente na compreensão
e na criação”.
“Aí
o tempo não serve de medida: um ano nada vale, dez anos não são nada. Ser
artista não significa calcular e contar, mas amadurecer como a árvore que não
apressa a sua seiva e enfrenta tranquila as tempestades da primavera, sem medo
de que depois dela não venha nenhum verão. O verão há de vir”.
Perguntemos agora Drummond em sua Procura
da poesia:
Não
faça versos sobre acontecimentos.
Não
há criação nem morte perante a poesia.
Diante
dela, a vida é um sol estático,
não
aquece nem ilumina.
As
afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não
faças poesia com o corpo,
esse
excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua
gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro
são
indiferentes.
Não
me reveles teus sentimentos,
que
se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.
O
que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.//
Não
cantes tua cidade, deixe-a em paz.
O
canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não
é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.//
O
canto não é a natureza
nem
os homens em sociedade.
Para
ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A
poesia (não tires poesia das coisas)
elide
sujeito e objeto.//
Não
dramatizes, não invoques,
não
indagues. Não percas tempo em mentir.
Não
te aborreças.
Teu
iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas
mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
Desapareceram
na curva do tempo, é algo imprestável.//
Não
recomponhas
tua
sepultada e merencória infância.
Não
osciles entre o espelho e a
memória
em dissipação.
Que
se dissipou, não era poesia.
Que
se partiu, cristal não era.//
Penetra
surdamente no reino das palavras.
Lá
estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão
paralisados, mas não há desespero,
há
calma e frescura na superfície intacta.
Ei-los
sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive
com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem
paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espere
que cada um se realize e consume
com
seu poder de palavra
e
seu poder de silêncio.
Não
forces o poema a desprender-se do limbo.
Não
colhas no chão o poema que se perdeu.
Não
adules o poema. Aceita-o
como
ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no
espaço.//
Chega
mais perto e contempla as
palavras.
Cada uma
tem
mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre
ou terrível que lhe deres:
Trouxeste
a chave?//
Repara:
ermas
de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda
úmidas e impregnadas de sono,
rolam
num rio difícil e se transformam em desprezo.
Termino agora, a ti
perguntando: “– Trouxeste a chave?”
BIBLIOGRAFIA
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